segunda-feira, 4 de maio de 2009

Jornalista ou RP?

Dentro das relações públicas existe uma área de relações com a imprensa ou de assessoria de imprensa. E como é normal, formar laços entre RP’s e Jornalistas. Uns porque precisam de notícias, outros porque precisam fazer chegar a informação dos seus clientes ao público.

Alguém que passa de jornalista para Relações Públicas leva consigo uma agenda de contatos bastante valiosa. Seja o contato de outros jornalistas ou até dos contatos que foi reunindo ao longo da carreira. Torna-se uma vantagem muito boa face aos relações públicas que fizeram o percurso acadêmico e respectivo estágio.

Para publicar uma noticia ou reportagem, um jornalista tem de estar na posse da carteira profissional. Num caso extremo, um jornalista que esteja a exercer funções de relações públicas pode escrever noticias imparciais sobre os seus clientes.

Neste exemplo, o prejuízo principal é para a credibilidade do jornalista, como jornalista. Em seguida, sofre a reputação do mesmo como profissional de Relações Públicas uma vez que tomou uma atitude pouco ética e que compromete a sua transparência.

Os clientes que contrataram o serviço também saem prejudicados pela má imagem que se gera. O próprio jornal ou revista também fica com a sua credibilidade e imparcialidade posta em causa.

O profissional de Relações Públicas é o único com formação para exercer a função de Assessor de Imprensa devido a necessidade de conhecimentos específicos da área (de RP) para obtenção de resultados satisfatórios na atividade da AI, a saber:

• técnicas para mediar interesses da organização e seus públicos;

• técnicas para mediar conflitos e buscar a cooperação em todos os níveis organizacionais;

• técnicas de gerenciamento de crises internas e externas a partir do profundo conhecimento que o RP deve possuir das políticas da organização, já que muitas delas são criadas ou sugeridas por ele, e das opiniões e expectativas dos seus públicos;

• técnicas para gerenciar as redes de comunicação, estrategicamente, de forma integrada;

• o desenvolvimento da perspectiva das individualidades nas relações com públicos diferenciados; e, finalmente,

• a noção de que a Imprensa é um público e como tal deve ser estudado e tratado pelas suas especificidades e não homogeneamente como um jornalista, que não tem na sua formação o domínio das técnicas de RP, o trataria.

“... sinto que podia ter aprendido um pouco mais de RP e os RPs um pouco mais de jornalismo.”

(Marília Cardoso, Jornalista)

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